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Patologias com múltiplas
manifestações e equivocadamente tidas como
de baixa prevalência são pouco discutidas
entre os profissionais de saúde, reduzindo a
possibilidade de um diagnóstico oportuno.
A Doença Celíaca possui esta
característica e, como doença autoimune,
correlaciona-se com outras patologias e a
gravidade de suas manifestações pode levar o
paciente ao óbito. O seu único tratamento é
a adoção permanente de dieta isenta de
glúten (presente no trigo, aveia, centeio,
cevada-malte).
Esta conduta poderia ser
simples caso não envolvesse uma mudança de
comportamento alimentar que possui inúmeros
fatores intervenientes relacionados
(cognitivos, psicológicos, sociais e
estruturais). O controle destes fatores
perpassa pela identificação das dificuldades
vivenciadas pelos celíacos numa sociedade
onde o glúten está presente nos alimentos e
a contaminação incidental é uma realidade.
O sucesso dos profissionais
em sua empreitada de promover a Segurança
Alimentar e Nutricional dos Celíacos
convida-os ao aprofundamento científico numa
discussão interdisciplinar, ao diálogo com
os portadores destas necessidades especiais
e ao desenvolvimento de ações que possam
reduzir os riscos de transgressões
alimentares inconscientes devido à
inadequação do ambiente social.
Assim, convidamos os
profissionais e os Celíacos a participarem
deste momento especial. |